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  #241  
Old Posted Jan 23, 2015, 1:26 PM
yuri radd yuri radd is offline
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Originally Posted by pesquisadorbrazil View Post
O problema de começar pelas marginais que terá DESAPROPRIAÇÕES. Algo impensável em Brasília. Imaginou quanto de desapropriações o GDF iria ter que gastar no SIA para fazer a via marginal norte? Naquele trecho do SIA a via marginal NECESSÁRIA fora abortada por n motivos, tinha a parte das desapropriações, remoção da rede eletrica, de águas e esgoto e pluviais.

E naquela região atinge n municipios e moradores. Por isso optaram por fazer as vias marginais depois, pois se ficasse parado esperando as desapropriações saírem do papel.

Cada morador atingido iria querer um valor x, até a justiça definisse o valor de cada morador ou municipio, as vias marginais nunca saíriam do papel. Bem sensato a VIA040, primeiro mexe na via principal, e nos bastidores começa a guerra campal pelas desapropriações e remoções que as concessionárias de água, luz, telefone e gás terão de fazer.
A Invepar tem 5 anos pra fazer todas as obras. A desculpa de que iria demorar muito não cola.
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  #242  
Old Posted Jan 23, 2015, 4:15 PM
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Originally Posted by yuri radd View Post
A Invepar tem 5 anos pra fazer todas as obras. A desculpa de que iria demorar muito não cola.
Existe um cronograma, mas nele não está previsto os imprevistos. E sabemos muito bem como é esse negócio de desapropriações no Brasil. Demorado... Veja o caso de um viaduto em Sampa, que seria algo bem rapidinho, está levando DÉCADAS para sair a desapropriação, resultado, a pista pronta, mas tiveram de abortar o viaduto.
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  #243  
Old Posted Jan 23, 2015, 7:49 PM
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Isso sai sim. É a iniciativa privada, e o que mais tem é espaço pra construir marginais.
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  #244  
Old Posted Jan 24, 2015, 2:22 AM
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Originally Posted by yuri radd View Post
Isso sai sim. É a iniciativa privada, e o que mais tem é espaço pra construir marginais.
Em determinados locais não tem, e eu nem preciso citar os pontos.
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  #245  
Old Posted Jan 25, 2015, 7:13 PM
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De qualquer maneira, foi um erro de planejamento.
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  #246  
Old Posted Jan 25, 2015, 8:27 PM
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Originally Posted by yuri radd View Post
De qualquer maneira, foi um erro de planejamento.
Não creio que seja erro, até mesmo porque, se fosse fazer que nem no DF, que iria mexer nas vias marginais e pista principal ao mesmo tempo. Sem contar que as pessoas ali, tem ALTERNATIVAS para saírem das cidades, ou pela via do ABC ou pela via do Novo Gama. E em ambos casos passam bem longe das áreas de estrangulamento.
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  #247  
Old Posted Jan 26, 2015, 2:39 PM
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Olha a última notícia que o Mamute postou no thread do transporte terrestre Brasília.
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  #248  
Old Posted Jan 26, 2015, 7:03 PM
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Obras na BR-060 tem impacto direto na segurança

A rodovia está sob novos cuidados desde o ano passado. Acidentes caíram 6,6% desde a concessão

Foto: Elio Rizzo



Ela corta o terceiro maior mercado consumidor brasileiro, está na rota de desenvolvimento da região Centro-Oeste e é caminho diário de milhares de pessoas. A rodovia BR-060, que faz ligação entre o Distrito Federal e Goiânia (GO), está sob novos cuidados desde março do ano passado e mudanças foram e continuam sendo feitas ao longo de seus 209 quilômetros. Isso tudo será bancado pelos motoristas, que em breve terão de pagar pedágio - uma viagem simples de ida e volta entre as capitais custará R$ 12. Em contrapartida, os acidentes após a concessão diminuíram 6,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número de mortes neste período também caiu.

A estimativa da Concessionária das Rodovias Centrais do Brasil S.A. (Concebra), responsável pela rodovia, é de que aproximadamente 52 mil carros passem anualmente pelos postos de pedágio de Alexânia e Goianápolis, onde as obras de terraplanagem para receber os guichês já estão em andamento. Isso deve gerar uma receita de cerca de R$ 60 milhões. O montante deve ser investido em melhorias na própria rodovia.

A expectativa é de que as praças de pedágio sejam concluídas em junho deste ano e o valor inicial de cada tarifa pode variar de R$ 3 a R$ 3,10 por veículo leve – carretas e caminhões pagarão por eixo. Os reajustes dos preços serão anuais, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a cobrança também terá impacto direto nas tarifas de ônibus interestaduais.

Passagens

Em média, aproximadamente 30 veículos de duas empresas fazem o trajeto entre as capitais todos os dias e as passagens, que variam de R$ 37 a R$ 51, podem sofrer aumento com o início das cobranças das taxas. Existe ainda a possibilidade de que os serviços de transportadoras também tenham os valores ajustados.

Investimentos são esperados por população

Para os motoristas, as cobranças valem se houver, de fato, investimento na rodovia. “Vai pesar no bolso. Se for contar tudo o que será pago em um ano, dá uma grana boa, mas vale a pena porque melhora muito em vários aspectos”, considera o caminhoneiro Edson Teodoro, 47 anos.

Ele leva carregamentos diários de cimento de Brasília a Goiânia e, em breve, deve passar por quatro pedágios contando ida e volta. Em um ano, deve desembolsar mais de mil reais. Em dez meses de atuação da concessionária, diz sentir diferenças na pista.

O empresário Germânico Monteiro, 49, vai a Goiânia oito vezes ao ano. “A pista está boa para ir e voltar e há bastante alternativas de serviço ao longo da rodovia. Com o pedágio, deve melhorar a assistência médica e mecânica e que tenha manutenção. Vale a pena pagar se tiver essas garantias”, analisou.

Para o casal Carlos Lemos e Ivonete Felipe, de 68 e 60 anos, que saem de Lages, em Santa Catarina, e cruzam o País, para justificar as taxas tem de haver muito investimento na pista. “Há trechos que tem que melhorar bastante o asfalto e a sinalização. Ainda precisa de muita coisa”, diz o homem, que trabalha na estrada há 30 anos.

Ambulâncias com Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) móvel, guinchos, caminhões de combate a incêndio e de apreensão de animais, além de veículos para ronda na rodovia, integram o pacote assumido pela concessionária em setembro de 2013.

A frota de veículos para atendimento na concessão conta com 24 guinchos leves, dez guinchos pesados, 24 ambulâncias, seis caminhões de combate a incêndio, seis de apreensão de animais e 29 viaturas de inspeção de tráfego.

Os veículos estão distribuídos nos 1.176,5 km do trecho concedido. Os atendimentos deverão ser acionados pelo telefone 0800 060 6000.

Construção de passarelas

A Triunfo Concebra é o consórcio ganhador do leilão de concessão. Seu contrato prevê investimentos de R$ 7,15 bilhões ao longo de 30 anos e inclui, entre outras benfeitorias, implantação de passarelas e melhorias no acesso e travessias urbanas, o que deve favorecer moradores de Samambaia e de Santo Antônio do Descoberto, na Região Metropolitana do DF, que têm a rodovia como percurso cotidiano.

É o caso do secretário Daniel Carvalho, 24. Por cinco anos, enquanto cursou faculdade, passava t odos os dias pela rodovia. “A saída de Samambaia por dentro da cidade demora bastante por causa do trânsito. Pela rodovia leva a metade do tempo, então é mais prático”, considera.

Apesar de a concessão já durar quase um ano e as obras iniciais estarem praticamente concluídas, Daniel não percebeu, nos últimos doze meses, mudanças significativas para os motoristas no trecho da BR que corta a cidade. “Não vi mudança na pista ou na sinalização”, revela, mas espera que a nova configuração do trecho leve benefícios aos moradores da região.

O diretor-presidente da Triunfo Concebra, Odair Sanches, explica que foi realizado um estudo das três rodovias concedias, BRs 060/153/262. São 1.176,5 km de extensão de Brasília a Betim (MG) e os locais mais problemáticos foram priorizados para receber as equipes de obras.




Fonte: Da redação do Jornal de Brasília


http://www.jornaldebrasilia.com.br/notic...-br-060-tem-impacto-direto-na-seguranca/
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  #249  
Old Posted Jan 26, 2015, 9:52 PM
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pesquisadorbrazil pesquisadorbrazil is offline
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Mas não falaram que as pessoas que morassem em Alexânia e provassem que trabalham ou estudam em Brasília não pagariam pedágio?
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  #250  
Old Posted Jan 27, 2015, 11:04 AM
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"52 mil carros passem anualmente", não seria diariamente?
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  #251  
Old Posted Jan 27, 2015, 12:43 PM
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Originally Posted by fabiano View Post
"52 mil carros passem anualmente", não seria diariamente?
Dá uma chance ao estagiário de jornalismo que tem nível superior....Tem que pegar no pé do editor chefe que deveria revisar o que foi escrito antes de publicar.
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  #252  
Old Posted Jan 27, 2015, 1:36 PM
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Originally Posted by pesquisadorbrazil View Post
Dá uma chance ao estagiário de jornalismo que tem nível superior....Tem que pegar no pé do editor chefe que deveria revisar o que foi escrito antes de publicar.
Acontece...
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  #253  
Old Posted Jan 28, 2015, 12:26 AM
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Redução de 6,6% sem nada feito acho que não é parâmetro.
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  #254  
Old Posted Jan 28, 2015, 2:09 PM
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Uai deve ter reduzido sim, pois o povo está deixando de viajar de ônibus e carro e viajando de avião.
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  #255  
Old Posted Feb 13, 2015, 4:08 PM
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http://via040.invepar.com.br/Midia/conte..._fevereiro%202015_vs5_Para%20site(1).pdf

Boletim da Invepar falando sobrea redução de acidentes na BR 040
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  #256  
Old Posted Feb 13, 2015, 4:20 PM
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Isso que quase não duplicaram nada, imagine quando tudo estiver duplicado

No site da VIA-040 podiam colocar fotos das obras e os locais já duplicados
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  #257  
Old Posted Feb 13, 2015, 8:50 PM
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Isso que quase não duplicaram nada, imagine quando tudo estiver duplicado

No site da VIA-040 podiam colocar fotos das obras e os locais já duplicados
Concordo contigo, vamos ver o que vai acontecer até março de 2016....
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  #258  
Old Posted Feb 14, 2015, 3:51 PM
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Quem paga a conta do transporte público por ônibus no Brasil?



Modelo adotado no Brasil faz com que o custeio do sistema recaia sobre os passageiros e esse encareça à medida que perde usuários


A redução das tarifas do transporte público urbano no Brasil em 2013, com congelamento em 2014 e reajuste em 2015, trouxe para a pauta da sociedade uma questão importante: quem paga a conta do transporte público por ônibus no Brasil e que modelo de financiamento o país deseja para essa atividade. Atualmente, o normal é que o custeio recaia sobre os passageiros pagantes, por meio dos recursos arrecadados pelas tarifas cobradas dos passageiros.

Os sistemas de transporte público no Brasil, em geral, seguem a metodologia de cálculo de tarifas desenvolvida e difundida no passado pelo extinto Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes (Geipot), mais tarde atualizada pelo Ministério dos Transportes. O cálculo é baseado na fórmula de custo médio, no qual os custos de produção do transporte são repartidos entre os usuários pagantes.

Isso explica o processo de elevação dos valores das tarifas pelo qual os sistemas brasileiros vêm passando nos últimos anos. Pelo lado dos custos, observa-se uma elevação real dos principais insumos do setor (especialmente o diesel) e uma perda de produtividade, fruto dos congestionamentos urbanos, enquanto pelo lado da demanda, percebe-se que o volume de passageiros pagantes caiu bastante em relação ao final do século passado.

A conjunção desses dois fatores (elevação dos custos e redução do número de passageiros pagantes) provocou a elevação do preço das tarifas em termos reais. Para o presidente executivo da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Otávio Cunha, é necessário inserir o governo de forma mais firme na composição da tarifa por meio de subvenção e subsídios. “Precisamos caminhar rumo a uma mudança de formato do financiamento do transporte público”, destaca.

Em cidades como Praga, Budapeste, Madri e Berlim, a tarifa é responsável por menos de 50% do custeio do transporte público. Isso significa que subsídios públicos, na maioria dos casos, e outras receitas são responsáveis pela maior parte do bolo tarifário. Isso implica preços menores para os usuários do transporte público como um todo, beneficiando a sociedade com um transporte mais barato e de melhor qualidade, estimulando seu uso e reduzindo o número de carros e motos nas ruas.

Além disso, reduz também o número de acidentes e gastos na área de saúde decorrentes de acidentes de trânsito. Esse processo gera um ciclo virtuoso, no qual uma quantidade maior de usuários pode não só manter as tarifas baixas como também garantir a manutenção dos patamares de qualidade.

Realidade brasileira

Diversos estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) têm apontado, ao longo das últimas décadas, a adoção de políticas e investimentos que priorizaram o transporte privado em detrimento do transporte público, ocasionando sistemático encarecimento das tarifas praticadas.

Aliado ao barateamento e subvenção dos meios de transporte privado (automóveis e motocicletas) e ao aumento de renda da população observado na última década, esse encarecimento do transporte público prejudica a sua competitividade acarretando a perda de passageiros, que estão migrando para os modos de transporte individuais. Conjugados, esses fatores têm contribuído para o rápido aumento da frota de automóveis e do uso do transporte individual, em um círculo vicioso de redução dos passageiros e aumento da tarifa do transporte público.

Os dados disponíveis corroboram essa interpretação. Enquanto o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nas principais aglomerações urbanas brasileiras) teve alta de 125% no período de janeiro de 2000 a dezembro de 2012, o índice de aumento das tarifas dos ônibus foi de 192%: 67 pontos percentuais acima da inflação. Nesse mesmo período, o índice associado aos gastos com veículo próprio teve alta de apenas 44%, muito abaixo, portanto, do IPCA e do aumento da gasolina, que ficou em 122% (pouco abaixo da inflação).

Ao contrário do que se pode pensar, os lucros das empresas possuem peso irrelevante na tarifa diante de alguns fatores que escondem problemas crônicos do setor, como a baixa produtividade decorrente dos congestionamentos, a pesada carga tributária e o custeio das gratuidades concedidas por leis que não definem a fonte de custeio.

Os engarrafamentos são responsáveis pela redução à metade da velocidade comercial dos ônibus (de 25km/h para 12km/h nos últimos 10 anos); o faturamento anual do setor corresponde a R$ 28 bilhões, dos quais R$ 8 bilhões (quase 30%) destinam-se ao pagamento de tributos e encargos nas três esferas de governo; na média nacional, 33% dos usuários do transporte público urbano têm direito a gratuidade ou desconto nas passagens, o que onera as tarifas em cerca de 19% para os usuários pagantes.

Diante desse cenário, especialistas no setor apontam para a necessidade de adotar uma série de medidas de curto, médio e longo prazos. Apesar de o governo já ter promovido algumas desonerações tributárias em 2013, esse é um tópico no qual ainda se pode avançar muito.

“Se os tributos fossem zerados nos três níveis de governo, seria possível reduzir os custos em até 12%. Para vencer o momento atual no qual existe grande pressão social para não aumentar as passagens, a desoneração poderia trazer reequilíbrio sem elevar tarifas de maneira geral”, explica o presidente executivo da NTU, Otávio Cunha.

O pesquisador do Ipea Carlos Carvalho acredita que a qualificação do transporte passa pela mudança no custeio do serviço, uma vez que mesmo os reajustes pactuados em contrato não são suficientes para melhorar a oferta do transporte. Uma possível alternativa indicada por ele seria realinhar o valor de custeio que atualmente recai sobre o usuário.

"É necessário encontrar novas fontes de financiamento, que devem buscar recursos de quem traz impacto para o transporte público: veículos privados, venda de veículos privados e combustível”, indica o pesquisador.

Para o diretor administrativo e institucional da NTU, Marcos Bicalho, parte dessa fatia deve ser paga pelo governo em forma de subsídios e subvenções, aos moldes dos sistemas europeus. “Subvenção, aliada a desoneração e custeio de gratuidades, seria o melhor caminho para possibilitar a redução do valor da tarifa talvez até pela metade. Isso possibilitaria às empresas investir na melhoria da qualidade dos serviços”, aposta Bicalho.

O que pode mudar a balança favora velmente ao transporte público é o Projeto de Lei 310/2009, que institui o Regime Especial de Incentivos para o Transporte Coletivo Urbano e Metropolitano de Passageiros (Reitup). A previsão é de desonerações nos três níveis de governo vinculado ao investimento em qualidade por parte das empresas.

Conjugadas à priorização dos ônibus nas vias urbanas, essas medidas permitiriam alcançar, em médio prazo, o cenário de círculo virtuoso vivido nos países europeus. “Temos falado isso há mais de 15 anos. O modelo do automóvel de ter mais carros, mais vias, mais estacionamentos... isso faliu. A Lei da mobilidade determina explicitamente que o sistema viário deve ser priorizado para pedestres, bicicletas e transporte público”, afirma o coordenador do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos (MDT), Nazareno Affonso.

Exemplo europeu

Os sistemas de transporte público urbano franceses contam com um leque de fontes de financiamento que asseguram que a tarifa tenha de cobrir menos de 40% do custo total do sistema. Esse exemplo é interessante por contar com forte inversão de recursos de fontes externas, por intermédio da Taxa de Contribuição para o Transporte (TVT, na sigla em francês).

O TVT é um imposto que incide sobre as empresas e tem como referencial o número de trabalhadores contratados. Foi instituído nacionalmente em 1972 para as cidades da Région Île-de-France (que inclui Paris e cercanias) e vem desde então, progressivamente, sendo estendido para as demais regiões e cidades menores. O imposto é pago por todas as empresas, públicas ou privadas, que contam com mais de nove assalariados e incide sobre o volume total de salários pagos, variando em função do tamanho da cidade ou região.

A Taxa de Contribuição para o Transporte (TVT) representa cerca de 37% das receitas dos sistemas de transporte, os subsídios públicos respondem por 21%, outras receitas chegam a 9% e os usuários contribuem com apenas 30%.

Fonte: Revista NTU Urbano
Pagina 16


http://www.ntu.org.br/novo/upload/publicacao/pub635303873166311189.pdf
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  #259  
Old Posted Feb 14, 2015, 5:48 PM
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Mas o problema é cultural. Pois o povo somente largaria o carro (que eu duvide muito) em contrapartida o governo disponibilizar um sistema de transporte eficiente, confortável, rápido e 24 horas. Portanto, o sistema europeu poderia se aplicar a nossa realidade, isso se todos fazerem sua parte e claro, vir acompanhado de medidas para evitar o uso do carro, como zona azul ou até mesmo o fim de estacionamento públicos nas áreas centrais.
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  #260  
Old Posted Feb 14, 2015, 8:33 PM
yuri radd yuri radd is offline
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Isso que quase não duplicaram nada, imagine quando tudo estiver duplicado

No site da VIA-040 podiam colocar fotos das obras e os locais já duplicados
Poderiam mesmo, mas fizeram tão pouca coisa, que nem teriam muito o que mostrar.
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