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  #361  
Old Posted Sep 16, 2016, 10:50 AM
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PEDESTRES TAMBÉM SERÃO PROIBIDOS DE INTERROMPER VIAS, COMO CAMINHONEIROS


COMO CAMINHONEIROS, PEDESTRES NÃO PODERÃO BLOQUEAR VIAS PÚBLICAS

O senador Pedro Chaves (PSC-MS) apresentou projeto que proíbe pedestres de interromper, restringir ou perturbar a circulação em via pública sem autorização do órgão ou entidade de trânsito competente. O projeto de Lei reintroduz na legislação uma proibição que havia sido vetada por Dilma na Medida Provisória 699/15, onde ela proibiu o bloqueio ou interrupção – com veículos – de vias públicas. A MP acabou com os protestos de caminhoneiros. Todos anti-Dilma.

O projeto de Chaves vai na jugular dos “movimentos” como o MST, que bloqueiam rodovias em protestos regularmente. O Congresso Nacional alterou o texto original da MP e incluiu a proibição da interrupção por pedestres, além de veículos. Dilma vetou. A justificativa para o veto foi a possível “grave ofensa à liberdade de expressão e manifestação”. Mas não para caminhoneiros.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) foi escolhido para relatar a matéria, que passou a ser alvo de pressão dos favoráveis à manutenção da baderna no site do Senado.





http://www.diariodopoder.com.br/noticia.php?i=64748729734
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  #362  
Old Posted Sep 26, 2016, 12:50 PM
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Maioria dos brasileiros quer menos espaço para carro particular nas ruas


A maioria dos brasileiros (74%) é a favor de ações que reduzam o espaço do veículo particular nas ruas se o motivo for dedicar esse espaço para ciclovias, corredores de ônibus e calçadas, apontou pesquisa sobre mobilidade urbana encomendada pelo Greenpeace ao Instituto Datafolha. A pesquisa foi realizada com 2.098 entrevistados de 16 anos ou mais, em 132 municípios de todas as regiões do país.

Inicialmente, a pesquisa consultou a população sobre três medidas, em perguntas separadas, que desestimulariam o uso do carro. Aquela que teve maior aceitação foi a de redução do número de vagas para carros nas ruas, que teve o apoio de 47% da população. Uma fatia de 41% foi contrária à medida, 9% são indiferentes e 3% não responderam.

A segunda questão foi sobre a redução do número de faixas para carro nas vias, que apresentou tendência inversa: 40% foram a favor da medida e 49%, contra. A parcela de indiferentes é de 8%, e 4% não souberam opinar. O fechamento de determinas ruas para carros, que corresponde à terceira pergunta, foi a questão que teve maior resistência entre os brasileiros: 36% a favor, 52% contra a medida, e os demais indiferentes (8%) ou não responderam (3%).

Após essas questões apresentadas, a pesquisa consultou os entrevistados sobre o motivo para que houvesse a redução do espaço para carros particulares e, somente então, veio a maior aceitação, com 74%.

“Primeiro perguntamos para as pessoas o que elas achavam de cada uma dessas três medidas e em seguida perguntamos para as pessoas se, [por meio] dessas medidas de redução, fosse dado espaço para esses outros meios de transporte, se ela era contra ou a favor. A diferença é que a primeira vez perguntamos só com a medida em si. Mas quando explicamos que isso vai ser usado para dar espaço para outros modos de transporte, as pessoas são a favor”, explicou Vitor Leal, da campanha de Mobilidade Urbana do Greenpeace.

De acordo com ele, as pessoas tendem a concordar com a redução do espaço para os carros quando enxergam um benefício para os outros modelos de transporte. No início, segundo Leal, as pessoas veem essas medidas como uma perda, porque estão tirando espaço do carro, mas depois conseguem ver o benefício de se fazer isso. Segundo ele, é necessário a abertura de diálogo entre o governante e a população para esclarecer a questão.

“Uma das coisas que vemos que é importante a partir desse cenário é que o poder público precisa dialogar mais com a sociedade, explicando melhor para que servem as coisas e não tirar o espaço sem explicar o que está acontecendo. Fazer uma discussão dizendo olha, vamos colocar mais corredores de ônibus, isso significa que vai ter menos pistas para os carros, mas isso vai diminuir o trânsito, isso vai garantir um transporte de qualidade”, disse.

Preferências

Questionados sobre qual meio de transporte seria escolhido para circular na cidade, se houvesse infraestrutura adequada, o ônibus seria a escolha de 42% dos entrevistados, seguido por carro (23%) e bicicleta (21%) – na prática, os dois últimos estão empatados pela margem de erro de dois pontos da pesquisa.

Para Leal, foi uma grande surpresa perceber que as pessoas valorizam o transporte público. “São dados importantes para vermos que há uma valorização do transporte público e aí entendemos que o poder público não está respondendo adequadamente a isso, porque boa parte dos investimentos vai para espaços para o automóvel”, disse.

“O que está faltando então é as pessoas sentirem que é possível: um ônibus de qualidade, uma tarifa justa, ônibus que não poluam tanto e que não façam tanto barulho, ciclovias, infraestrutura para bicicleta e para pedestre. As pessoas escolhem o carro muitas vezes porque sentem que os outros meios de transporte não tem qualidade suficiente”, acrescentou.

Ele ressalta que boa parte da discussão dos candidatos à eleição na capital paulista se dá em torno da redução de velocidade nas vias, especialmente as Marginais Tietê e Pinheiros, no entanto, não é um tema que atinge a maior parte da população. “É um tema que importa para uma parcela pequena da população, que é a que usa carro e que vai para a marginal e que é contra [a redução de velocidade]”.

“O que fica claro para mim é que as pessoas estão interessadas em como garantir a mobilidade delas e, se significa tirar espaço do carro para dar para outros modos de transporte, isso é ótimo, mas continuamos vendo os discursos de candidatos do Brasil inteiro que continuam falando só para quem anda de carro e, de vez em quando, falam um pouco sobre ônibus de um jeito genérico”, avaliou.

“Eu gosto de chegar logo”

O músico Daniel Daibem, 43, mora na Consolação, região central da capital paulista, e escolheu utilizar ônibus e andar a pé para se locomover pela cidade. “Hoje a minha resposta seria irônica para a pergunta 'por que você prefere o ônibus e não o carro?'. Porque eu gosto de chegar logo. É uma resposta que podemos dar nos últimos três anos por causa dos corredores”, disse.

Os motivos para essa decisão incluem a economia do ônibus em relação ao carro particular e a possibilidade de realizar outras tarefas enquanto está sendo conduzido, como falar ao telefone, mandar e-mail e trabalhar. Ele utiliza aplicativos de celular que o ajudam a se organizar. Por meio deles, Daniel pode consultar que linhas de ônibus o levam para cada destino e ainda para saber a que distância está o ônibus que ele pretende pegar.

Sobre o congestionamento caótico da capital paulista, ele dá uma dica. “Hora do rush não é hora de entrar no trânsito. Hora do rush é hora de fazer inglês, hora de ir na terapia, hora de tomar sorvete, hora de fazer qualquer coisa, menos entrar no trânsito. [As pessoas] poderiam ter essa iniciativa de se organizar, de não se enfiar no trânsito”.





http://www.gamalivre.com.br/2016/09/maioria-dos-brasileiros-quer-menos.html
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  #363  
Old Posted Oct 14, 2016, 12:35 PM
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Concordo, em Brasília tem que erradicar os estacionamentos grátis. Principalmente nas áreas centrais. Aí acaba com a folga de certas pessoas. Não querem pagar para estacionar. Então não terão aonde estacionar. E no lugar transformar em área verde.
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  #364  
Old Posted Oct 19, 2016, 11:54 AM
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Depender do transporte público no DF é um sufoco diário


Foto: Kleber Lima

Cerca de 700 pessoas circulam diariamente pela Rodoviária do Plano Piloto, o principal terminal do DF.

No Distrito Federal, diariamente, 1 milhão de pessoas em todo o Distrito Federal precisam andar de ônibus, pelo menos uma vez. Só na Rodoviária do Plano Piloto, a estimativa do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) é de que a circulação de pessoas chegue a 700 mil todos os dias. No local, a população do DF encontra transporte para todas as regiões administrativas. Mas há quem reclame de esperar por mais de 40 minutos na fila para chegar ao destino.

Essa realidade Abadio da Costa Tavares, de 62 anos, conhece bem. Morador de Brazlândia há quase 20 anos, ele se levanta todos os dias antes do sol nascer. Precisamente às 3h, ele dá início a sua rotina diária. Como mora sozinho, é ele quem faz tudo dentro de casa. De lá até a parada são dez minutos de caminhada. E, depois, mais uma hora e meia dentro de um coletivo até chegar ao Hospital Sarah Kubitschek, onde trabalha como operador de manutenção.

“Preciso sair de casa muito cedo porque nunca sei como estará o trânsito. Além do mais, aqui em Brazlândia é muito ruim de ônibus. Se a gente perde um, demora pelo menos 40 minutos até pegar o próximo. Isso se não estiver lotado”, disse Abadio.

Mesmo saindo do serviço no meio da tarde, Abadio reclama que só consegue entrar em casa após o anoitecer. “Costumo pegar o ônibus na Rodoviária para evitar fazer todo o trajeto em pé”, revela. “Sei que a distância é grande, mas se tivéssemos conduções melhores dava para aproveitar o pouco tempo que sobra para a gente”, destaca.

Outro que conhece bem a realidade de tempo gasto dentro de um ônibus é o estudante de jornalismo Ricardo Vaz, 23 anos. Durante três anos de sua vida ele saiu de Padre Bernardo (GO) para estudar no Pistão Sul, em Taguatinga. Ele conta que aproveitava o trajeto, de duas horas, para estudar e realizar as tarefas da faculdade. “Gastava todos os dias quatro horas só no trajeto casa – faculdade – casa”, explica. Com o estresse acumulado desenvolveu Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). “Sentia pânico de ficar muito tempo preso. Como chegava muito tarde em casa, acordava tarde também. Procurei ajuda médica e acabei sendo diagnosticado com a doença”, disse o estudante.

Após a mudança (atualmente ele mora em Taguatinga Sul), Ricardo conta que as dificuldades com transporte não foram encerradas, mas parte delas diminuiu e a saúde melhorou.

Filas sempre enormes

Antônio José Ferreira, de 50 anos, usa quatro coletivos por dia. Ele mora em Planaltina e trabalha em São Sebastião. Para entrar no serviço, às 7h30, acorda três horas antes. “É muito corrido, o despertador toca e tem que levantar na hora. Mas é o jeito para quem precisa trabalhar, né?”, diz o operador de máquinas.

Ele destaca que quem depende do transporte coletivo ainda passa muita dificuldade. “A gente escuta falar que os ônibus circulam, mas não é bem assim não”, revela, enquanto aguarda o transporte na fila da Rodoviária. “Planaltina tem muita gente e as filas são sempre enormes. Às vezes, tem que ir apertado porque, se perder um, demora muito até passar o próximo”, diz.

Para muitos usuários, quando se fala de transporte público a reclamação é unânime: não tem ônibus suficiente para atender a demanda. E muitos dizem que, nos últimos tempos, a frota parece ter diminuído ainda mais.









http://www.jornaldebrasilia.com.br/cidades/depender-do-transporte-publico-no-df-e-um-sufoco-diario/
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  #365  
Old Posted Oct 19, 2016, 1:22 PM
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E não vai ter melhorias tão cedo.
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  #366  
Old Posted Oct 19, 2016, 4:01 PM
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Adensa a cidade que melhora.
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  #367  
Old Posted Oct 19, 2016, 5:33 PM
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Adensa a cidade que melhora.
Só de você falar de adensar o GDF já quer criar mais parques
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  #368  
Old Posted Oct 19, 2016, 6:15 PM
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Antes da renovação da frota de ônibus, o transporte era ruim... Hoje, é uma porcaria.
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  #369  
Old Posted Oct 19, 2016, 10:50 PM
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Só de você falar de adensar o GDF já quer criar mais parques
Nem brinca.
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  #370  
Old Posted Oct 22, 2016, 6:13 PM
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Conheço certas pessoas que preferem parques, mas depois reclamam da falta de segurança... Claro, mobilizar policiais para parques e deixando as cidades sem segurança não dá.
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  #371  
Old Posted Oct 24, 2016, 12:28 PM
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Ônibus perde 3 milhões de passageiros por dia no Brasil





Milhões de passageiros abandonaram o sistema de transporte público no Brasil nos últimos anos. De acordo com levantamento da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), somente no período entre 2014 e 2015, a queda foi de 9%. A média de pessoas transportadas a cada 30 dias caiu de 382,3 milhões para 347,9 milhões. Na prática, são menos 3,22 milhões de usuários pagantes por dia.

Para chegar a esses números, que integram o Anuário 2015-2016 da NTU, foram levados em consideração dados de nove capitais brasileiras: Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Juntas, elas representam 41% da demanda nacional, com um total de 14 milhões de passageiros por dia.

Entre os principais motivos para essa baixa, que assombra de forma crescente o setor, estão a crise econômica, os congestionamentos, a falta de priorização do transporte público na agenda do país e a redução de investimentos que priorizem essa área. “A fuga de passageiros não é de hoje. Vem acontecendo, gradativamente, nas últimas duas décadas, período em que perdemos 30% da demanda. O que mais nos preocupa, agora, é essa queda de 9% de 2014 para 2015. Nós aumentamos a oferta de serviços, temos investido em novas tecnologias, mas mesmo assim não conseguimos manter os passageiros”, destaca o presidente executivo da NTU, Otávio Cunha.

Crise econômica e velhos problemas

O Brasil está passando por uma crise histórica, com uma recessão econômica que caminha para ser a maior de todos os tempos. O aumento de preços dos combustíveis, por exemplo, tem atingido em cheio as empresas operadoras do sistema de transporte público. Segundo dados da NTU, o preço do óleo diesel subiu 10,7% em 2015, e, entre 2000 e 2015, o aumento de preços do combustível comumente utilizado em veículos como ônibus e caminhões foi 52,7% maior que o da gasolina.

Para piorar o quadro, o crédito com juros exorbitantes e a falta de financiamentos para empresas de transporte coletivo provocou uma queda assustadora na venda de ônibus: de 2013 para 2014, a redução foi de 12,9%, enquanto de 2014 para 2015 esse número mais do que triplicou, atingindo 42,9%. “É como se o governo estivesse incentivando o transporte individual em detrimento do transporte coletivo. Isso gera congestionamentos, aumenta a poluição e, consequentemente, os gastos com saúde. Só temos a perder”, lamenta o presidente executivo da NTU.

Outra consequência grave da crise econômica é o desemprego, que alcançou taxa de 11,6% no trimestre encerrado em julho deste ano – um aumento de 37,4% considerando o mesmo período de 2015. Com isso, milhões de trabalhadores deixaram de utilizar o transporte público com regularidade. Para o diretor técnico da NTU, André Dantas, esse é um dos pontos centrais desse momento tão desfavorável para o setor. “Estamos falando de um problema nacional, que veio com esse momento de recessão que vivemos. A dimensão da queda de passageiros varia conforme a cidade, mas está intrinsecamente associada à perda de empregos e à redução de viagens não essenciais. De norte a sul, a situação é basicamente a mesma”, afirma.

Embora haja consenso quanto à necessidade de melhorias no cenário econômico do país, também é unânime a consciência de que o problema vem de muito tempo atrás e não se restringe aos dados da economia. A falta de priorização do transporte no que diz respeito ao direcionamento de investimentos é um erro antigo, que, ainda hoje, deixa as empresas reféns da queda de produtividade. Ao mesmo tempo, há uma pressão popular para que os preços das passagens não subam. Uma queda de braço constante, e sem vencedor.

Para agravar a situação, ainda existe a cultura da preferência ao automóvel particular, que teve seu boom há alguns anos, com as condições facilitadas pelo governo para a compra do bem. Dessa forma, o que se vê é um sucateamento crescente do transporte público, e carros ocupando cerca de 75% das vias em benefício de uma quantidade menor de pessoas, enquanto os ônibus circulam em 25% das vias, com a maior parte da demanda.

“Precisamos sair dessa equação perversa que é 'pobre subsidiando pobre'. Os usuários do transporte estão bancando custos operacionais e gratuidades. É preciso deixar claro que não estamos questionando o direito às gratuidades, e sim o fato de que os recursos para subvencioná-las devem ser extratarifários. São distorções que o nosso sistema de transporte ainda possui, e que precisam ser eliminadas. Eu acredito que a classe empresarial está disposta a fazer investimentos, desde que haja contrapartida”, pondera Otávio Cunha.

Investimentos sim, mas não o suficiente

Embora as cidades cresçam cada vez mais e a demanda por deslocamento seja maior com o passar dos anos, a infraestrutura de mobilidade urbana pouco obteve recursos. Se o setor não começar a receber a devida atenção, o cenário seguirá crítico, e todos continuarão a ver quedas semelhantes às mostradas no estudo da NTU.

Ainda de acordo com o anuário divulgado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, o país tem recebido alguns investimentos em mobilidade urbana nos últimos anos. O destaque fica por conta das faixas exclusivas para ônibus, que somam mais de 56% dos projetos executados de 2009 para cá. Enquanto isso, em diversas cidades, empresas operadoras sinalizam interesse em oferecer um serviço com mais qualidade à população.

Entre as principais intervenções feitas pelas empresas estão as que envolvem tecnologia, como centros de controle operacional, bilhetagem eletrônica e aplicativos com informações ao usuário sobre linhas, rotas e horários. O Rio de Janeiro, por exemplo, está com uma proposta de oferecer 100% da frota de ônibus com ar-condicionado. “Tudo isso são melhorias que exigem investimentos pesados. Acredito que as operadoras estão preparadas para dar uma resposta positiva, na medida em que houver garantia de equilíbrio nos contratos. Atualmente, não há cumprimento de contrato, mesmo os oriundos de licitação. Há desequilíbrio econômico”, ressalta Otávio Cunha.

Esse desequilíbrio tem um reflexo negativo nas atividades das empresas, que, por muitas vezes, passam por dificuldades. O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (SET), Décio Caetano, afirma que a queda no número de passageiros na capital de Goiás tem sido maior do que a média nacional apurada pela NTU. “No primeiro semestre deste ano, a redução girou em torno de 11%. Nosso sistema, historicamente, registra quedas de 2% a 3%, mas elas se agravaram no último ano por conta da crise econômica, que gera não só desemprego, mas também diminuição na atividade comercial e menos movimentação de pessoas para o lazer, por exemplo”, ressalta.

Somadas à situação econômica, a redução de R$ 0,23 na tarifa da região após as manifestações populares de 2013 e a falta de recursos – que não permite renovação de frota na cidade desde 2009 – geraram problemas financeiros para as empresas. Uma delas, a Rápido Araguaia, que atua com 650 ônibus e opera 50% do sistema de transporte público, está em recuperação judicial, medida para tentar evitar a falência e viabilizar negociações para superação da crise. Além disso, há outras companhias com desequilíbrio financeiro grave.

“Precisamos, primeiro, retomar o crescimento do país. Em seguida, oferecer um transporte público competitivo, com capacidade de investimento em qualidade. Isso só vai acontecer quando houver a percepção de que a tarifa cobrada não cobre as melhorias do serviço, muitas vezes nem mesmo os custos operacionais. Precisamos de subsídios públicos”, aponta Décio Caetano, que teme os reflexos da queda na demanda no aumento das tarifas: “Quanto menos pessoas utilizando o sistema, mais o custo sobe, tornando o transporte público improdutivo”.

A muitos quilômetros da capital goiana, no Paraná, é possível encontrar dificuldades semelhantes. Apesar das diversas sugestões de melhorias feitas pelas empresas de Curitiba ao governo por meio do Projeto 24 Meses, que visa aumentar a velocidade média dos ônibus em dois anos, a operação segue problemática. Faixas exclusivas e melhorias nos veículos estão entre as medidas, que não foram totalmente acatadas pela Urbanização de Curitiba (Urbs), ligada à prefeitura e responsável pela gestão e o planejamento do sistema de transporte.

Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), Maurício Gulin, há empresas com falta de recursos, sendo que uma delas já passa pelo processo de recuperação judicial e outras poderão, em breve, seguir o mesmo rumo. “O que percebemos é que, por um lado, a queda de passageiros exige tarifas mais elevadas para fazer frente aos custos e, por outro, o poder público está pressionado pela população para não subir a passagem. Diante disso, as empresas de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana não conseguem cobrir seus custos e realizar os investimentos de que necessitam. Temos que trazer de volta o usuário para o ônibus, caso contrário, a outra opção será travarmos de vez as nossas cidades”, alerta.

Nem tudo está perdido

Longe do cenário ideal e de atender plenamente as necessidades do sistema de transporte público do país, os investimentos feitos nos últimos anos foram atraídos, em certa medida, pela realização de grandes eventos como a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Cidade-sede dos dois primeiros mundiais e a principal sede dos Jogos Olímpicos, o Rio de Janeiro acabou tornando-se referência após a execução de diversas obras de mobilidade urbana.

Apesar de reconhecer a relevância dos eventos para esse incentivo a investimentos, o diretor técnico da NTU, André Dantas, diz que, sem vontade política, destinação de recursos e envolvimento do setor privado e da sociedade como um todo, fica inviável evoluir. “O poder público investe quando há uma combinação de fatores, desde recursos federais ao envolvimento das prefeituras e de empresários. Lá, isso ocorreu antes mesmo que soubessem da possibilidade de sediar as Olimpíadas. Muitos dos projetos, inclusive de revitalização, foram concebidos, originalmente, pelo setor empresarial do transporte. A diretora de mobilidade urbana da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), Richele Cabral, foi até convidada a fazer apresentações sobre o tema na África, e hoje podemos dizer que o Rio é modelo não apenas para o Brasil, mas também para o mundo”, destaca.

Para que projetos importantes e boas práticas se espalhem por todos os cantos do país, no entanto, é necessária a colaboração do poder público, tanto na destinação de recursos quanto na aprovação de leis que contribuam para as melhorias no setor. O presidente executivo da NTU avisa: não há soluções definitivas em curto prazo, mas é preciso começar. “Nós precisamos de um fundo para custeio do transporte público, pois não é possível que ele continue sendo bancado por quem paga passagem. A própria Lei da Mobilidade Urbana separa a tarifa pública da tarifa de remuneração do serviço. Essa é uma saída importante, pois, hoje, a passagem é alta para os usuários e baixa para sustentar um serviço de qualidade”, analisa Otávio Cunha.

Outra ideia, que está sendo discutida no Congresso, é a destinação de recursos da CIDE para o transporte coletivo. Com a aprovação da PEC 90/2011, que torna o transporte um direito fundamental previsto na Constituição Federal, Otávio acredita que muitas dessas soluções poderão ser colocadas em prática. “Isso tudo, somado à destinação de recursos do orçamento para investimentos em infraestrutura de mobilidade urbana, permitirá a construção de um transporte público digno e de qualidade, para, então, atrair novas demandas. No fim, todo mundo sai ganhando”, conclui Cunha.

Desempenho Operacional


Confira os gráficos com os principais indicadores do sistema de transporte público por ônibus.





Matéria publicada na revista NTU Urbano edição setembro/outubro 2016
Do Blog: Pense Mobilidade

http://www.pensemobilidade.com.br/2016/10/onibus-perde-3-milhoes-de-passageiros.html
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  #372  
Old Posted Oct 26, 2016, 3:59 PM
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Pesquisa CNT aponta 58,2% das rodovias com problemas


Avaliação considera as condições do pavimento, da sinalização e da geometria da via

Foto: Imprensa CNT - 26/10/2016



A 20ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias constatou que, dos 103.259 km analisados, 58,2% apresentam algum tipo de problema no estado geral, cuja avaliação considera as condições do pavimento, da sinalização e da geometria da via.

Em relação ao pavimento, 48,3% dos trechos avaliados receberam classificação regular, ruim ou péssimo. Na sinalização, 51,7% das rodovias apresentaram algum tipo de deficiência. Na variável geometria da via foram constadas falhas em 77,9% da extensão pesquisada.

De 2015 para 2016, houve aumento de 26,6% no número de pontos críticos (trechos com buracos grandes, quedas de barreiras, pontes caídas e erosões), passando de 327 para 414. De acordo com a pesquisa, somente os problemas no pavimento geram um aumento médio de 24,9% no custo operacional do transporte. O estudo da CNT e do SEST SENAT abrange toda a extensão da malha pavimentada federal e as principais rodovias estaduais pavimentadas.

A má qualidade das rodovias é reflexo de um histórico de baixos investimentos no setor. Em 2015, o investimento federal em infraestrutura de transporte em todos os modais foi de apenas 0,19% do PIB (Produto Interno Bruto). O valor investido em rodovias (R$ 5,95 bilhões) foi quase a metade do que o país gastou com acidentes apenas na malha federal (R$ 11,15 bilhões) em 2015. Já em 2016, até setembro, dos R$ 6,55 bilhões autorizados para investimento em infraestrutura rodoviária, R$ 6,34 bilhões foram pagos.

“Essa distorção nos gastos públicos tem causado graves prejuízos à sociedade brasileira, desde o desestímulo ao capital produtivo, passando pelas dificuldades de escoamento da produção até a perda de milhares de vidas”, avalia o presidente da CNT, Clésio Andrade. A CNT calcula que, para adequar a malha rodoviária brasileira, com obras de duplicação, construção, restauração e solução de pontos críticos, seriam necessários investimentos de R$ 292,54 bilhões.

A etapa de coleta da Pesquisa CNT de Rodovias 2016 durou 30 dias (de 4 de julho a 2 de agosto). Os resultados são apresentados por tipo de gestão (pública e concessionada), por jurisdição (federal e estadual), por região e por unidade da Federação. O estudo avalia também os corredores rodoviários, que unem dois ou mais polos de atração econômica com denso fluxo de tráfego de veículos; apresenta análises socioeconômica e ambiental e traz o ranking de qualidade de 109 ligações rodoviárias pesquisadas. Há ainda informações sobre infraestrutura de apoio e resultados por rodovia.

De acordo com Clésio Andrade, “os dados indicam a necessidade de elevação de investimento, de priorização de projetos de transporte e de modernização da infraestrutura rodoviária”. Ele avalia que o estudo se consolidou como relevante instrumento gerencial para os transportadores, assim como referência para o planejamento de investimentos públicos e privados em todo o país.

Para acessar os dados completos, acesse o site pesquisarodovias.cnt.org.br




Link dos Dados junto com a fonte.
http://www.cnt.org.br/Imprensa/noticia/pesquisa-cnt-aponta-58-das-rodovias-com-problemas
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  #373  
Old Posted Oct 27, 2016, 6:54 PM
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Já que o Governo é incompetente e gerenciar as Rodovias, que privatizem tudo! Se dividissem as rodovias em pequenos lotes, de: 200, 250, 300, 350 ou 400 Km por trecho, colocando um pedágio por cada 100 ou 75 Km rodado e licitando assim: ex, uma rodovia com 1000 Km de extensão poderia ser dividida em 3 Lotes de 350, 350 e 300Km por trecho, podendo ser arrematado os trechos pela mesma operadora e sendo obrigada a Duplicar os trechos em 5 anos, e instalar os pedágios imediatamente apos vencer a licitação (para torna o investimento mais interessantes), eu acho que daria certo, O que vocês acham???
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  #374  
Old Posted Oct 28, 2016, 10:03 AM
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Isso é muito viável, Mamute. E, ainda por cima, diversas empresas de médio porte poderiam participar das licitações. Fugiríamos dessas grandes que já estão envolvidas na Lava Jato e com outras corrupções!
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  #375  
Old Posted Oct 28, 2016, 10:15 AM
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Só assim pra as concessões andarem, Geralmente trechos longos ficam encalhados nas licitações, devido aos enormes custos e ainda ficam sempre nas mãos de grandes empreiteiras, dividindo em trechos menores fica mais fácil fiscalizar as obras e termina no prazo exigido em contrato
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  #376  
Old Posted Oct 28, 2016, 2:19 PM
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Nico
 
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Fala galera, após anos observando e observando tomei coragem pra entrar na roda da conversa...
Acho que seria interessante além da disponibilidade das rodovias em si, conceder propriedades para a concessionária comercializar, visto que em Brasília tem muitos. Gosto da ideia de começar a utilizar nossas rodovias que são tipo "domésticas" pra gente como centros comerciais.
Ficaria tipo um Orlando da vida rsrs
Sou favorável a exploração destes grandes vazios, porque não tem como encher os centros urbanos com esse tipo de comércio pesado (mega shopping, hipermercado, etc...

Ps: acostumando aqui com esta caixa de texto ..rs
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  #377  
Old Posted Oct 28, 2016, 3:13 PM
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Primeiramente, seja bem vindo nickos

Claro que dá certo!!! em São Paulo as rodovias tem aqueles postos de Gasolina com umas mega lojas de conveniências, e alguns tem ate uma praça de alimentação embutida, dá pra fazer alguns outlet em determinados locais, e tem que fazer da rodovia um atrativo as concessionárias, assim viabiliza melhor os gastos das operações
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  #378  
Old Posted Oct 28, 2016, 8:10 PM
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Fala galera, após anos observando e observando tomei coragem pra entrar na roda da conversa...
Acho que seria interessante além da disponibilidade das rodovias em si, conceder propriedades para a concessionária comercializar, visto que em Brasília tem muitos. Gosto da ideia de começar a utilizar nossas rodovias que são tipo "domésticas" pra gente como centros comerciais.
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Sou favorável a exploração destes grandes vazios, porque não tem como encher os centros urbanos com esse tipo de comércio pesado (mega shopping, hipermercado, etc...

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Perfeitamente, nickos! A viagem ficariam muito mais prazerosas e as empresas ganhariam uma baita grana. Muito bom! Bem-vindo, brother!
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  #379  
Old Posted Oct 28, 2016, 9:22 PM
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LLAP
 
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Fala galera, após anos observando e observando tomei coragem pra entrar na roda da conversa...
Acho que seria interessante além da disponibilidade das rodovias em si, conceder propriedades para a concessionária comercializar, visto que em Brasília tem muitos. Gosto da ideia de começar a utilizar nossas rodovias que são tipo "domésticas" pra gente como centros comerciais.
Ficaria tipo um Orlando da vida rsrs
Sou favorável a exploração destes grandes vazios, porque não tem como encher os centros urbanos com esse tipo de comércio pesado (mega shopping, hipermercado, etc...

Ps: acostumando aqui com esta caixa de texto ..rs
Seja bem vindo. Mas a lógica em Brasília deveria ser essa, pois assim, criaria densidade entre as cidades que justificaria até transporte de massa. Agora querer ligar cidades ou bairros distantes sem conectar com centros comerciais é suicidio orçamentário.
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  #380  
Old Posted Nov 4, 2016, 10:17 AM
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Governo finaliza MP para destravar privatizações e concessões


Segundo especialistas, medida provisória oferece segurança jurídica suficiente para destravar os projetos comprometidos pela crise e pela Lava Jato

Foto: Thinkstock

Ferrovias: medida provisória facilita a relicitação de projetos, mudança de regras e revisão de acordos fechados no governo anterior

Após três meses de muitas divergências internas, o governo conseguiu chegar à redação final para a medida provisória (MP) que busca destravar concessões, especificamente nas áreas de rodovias, ferrovias e aeroportos – os portos ficaram de fora.

O Estado teve acesso ao texto e o apresentou a alguns especialistas. A avaliação é que, publicada como está, a MP consegue o que parecia impossível no atual ambiente político e econômico do País: dar segurança jurídica para retomar projetos comprometidos ou até paralisados pela crise econômica e pela Lava Jato.

A MP fixa regras para que o governo negocie, por meio de arbitragem, a retomada de concessões com problemas, reestruture os projetos e possa oferecê-los em um novo leilão, sem risco de questionamento na Justiça. Ou seja: cria o arcabouço legal para a relicitação.

O texto também traz normas para que se faça a antecipação da renovação de concessões que ainda vão vencer. Nesse caso, a MP não apenas permite o adiantamento do prazo, mas também cria espaço para o que está sendo chamado de “modernização dos contratos”: a revisão das regras antigas, que dificultam os investimentos hoje.

Também permite, em casos específicos, a revisão de contratos feitos no governo anterior.

A relicitação atende especialmente projetos de rodovias e aeroportos que estão nas mãos de empresas com dificuldades financeiras – seja por causa da piora do cenário econômico, seja porque são investigadas na Lava Jato.

Odebrecht, Galvão Engenharia e OAS são algumas construtoras que participam de concessões e terão uma porta de saída com a nova MP.

No que se refere à antecipação de renovações, serão beneficiadas empresas como ALL, hoje do grupo Cosan, Vale e MRS, cujas concessões já ultrapassaram a metade do prazo de vigência. “Com a MP, o governo reconhece que precisa agir contra a paralisia que afeta o setor, pois vários grupos têm dificuldade de tocar as concessões, quer seja porque foram implicados na Lava Jato ou pegos no contrapé da crise”, diz José Virgílio Enei, advogado do escritório Machado Meyer.

Segundo o Estado apurou, o texto mais próximo do consenso foi acertado em reunião realizada na última sexta-feira. Estavam presentes Moreira Franco, secretário executivo do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil, e Dyogo Oliveira, ministro do Planejamento. Na segunda-feira, em novo encontro na Casa Civil, foram feitos pequenos ajustes.

Pelo cronograma, o presidente Michel Temer receberá a medida provisória hoje. Se não houver novas dúvidas, seria publicado na semana que vem no Diário Oficial da União. Cabe à Casa Civil bater o martelo.





As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://exame.abril.com.br/economia/governo-finaliza-mp-para-destravar-privatizacoes-e-concessoes/
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