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  #2321  
Old Posted Nov 4, 2014, 8:53 PM
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Outro ponto, que papo esse que a topografia da região norte não permite metrô, uai, faça tudo subterraneo ou aéreo, custa gastar mais para atender o povo?
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  #2322  
Old Posted Nov 5, 2014, 10:56 AM
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Originally Posted by pesquisadorbrazil View Post
Outro ponto, que papo esse que a topografia da região norte não permite metrô, uai, faça tudo subterraneo ou aéreo, custa gastar mais para atender o povo?
Sobre esse tema, a questão técnica de engenharia é soberana: o gradiente de inclinação do terreno entre o Plano Piloto e Sobradinho, associado ao solo e ao tipo de ocupação urbana, praticamente inviabiliza o sistema Metrô. Isso é consenso desde que os primeiros estudos sobre o Metrô começaram em Brasilia, nos primeiros governos do Roriz. Sempre tem alguém que levanta essa história ... mas o fato é que, sob a perspectiva de engenharia, não há viabilidade técnica/econômica. Há vários trabalhos técnicos que apontam, para casos semelhantes a esse, alternativas com melhor viabilidade técnico/econômica, e o BRT sempre aparecerá como uma das soluções mais viáveis nesse caso.

Não vou aprofundar o tema, pois teria de escrever um post de 10 páginas para explicar ... mas tem uma regra "de academia" que generaliza a história: declividades superiores a cerca de 4% já exigem análises mais cuidadosas sobre a implantação de sistemas metroviários/ferroviários. No caso de um metrô há outros aspectos fundamentais: tipo de subsolo, adensamento urbano do trecho, volume de passageiros ... no final, a análise é simples: qual a capacidade de passageiros necessária ao sistema, e qual sistema atende à demanda com o menor custo, mantida a eficiência ? Estou apenas simplificando, mas o fato é que, analisando-se isso e outras centenas de questões técnicas, operacionais e econômicas, 9 entre 10 especialistas concluíram que não é viável levar o Metrô a Sobradinho. Mas esse é um país livre, com liberdade de opiniões ...
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  #2323  
Old Posted Nov 5, 2014, 12:44 PM
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Mas tem um porém essa lógica. Quando fora projetada o metrô para região não tinhamos as tecnologias de hoje. Se fosse fazer comparação, porque será que em NY que a cidade fora feita em cima de um lixão se consegue fazer metrô e em Brasília não. Eu acho que falta vontade política e já vimos construção de metrô até em terrenos piores. Mas fazer o que, mais uma promessa de Rollemberg que não irá cumprir, bem trem e nem metrô para região norte. Em comparação o governo federal irá fazer o trem Minaçu a Pirapora passando por.... Sobradinho e Planaltina. Para o governo federal tem tecnologia e viabilidade e para o metrô não. E olha que o trecho do trem é bem mais acidentado.

Me esqueci, que existe uma grande diferença da engenharia brasileiras para as demais engenharias do mundo. Aonde num país para reparar uma rodovia se leva 6 meses no Japão ou até na Argentina se leva 6 dias. Fazer o que. Igual acontecia com o aeroporto de Brasília.

Para Engenheiros e Arquitetos, a tecnologia de terminais em satélite era vanguarda e que deveria ser replicado em todo aeroporto de Brasília. E como a tecnologia derruba mitos. Hoje se deparamos com píers mais funcionais do que os satélites. Sem contar, que um satélite não tem capacidade de receber um A380 nem aqui e nem em outro aeroporto.

Tanto que pelo mundo, os concessionários estão demolindo os satélites e construindo píers. Mas para os engenheiros da época, o satélite era a tecnologia existente. Hoje é ultrapassada.

Last edited by pesquisadorbrazil; Nov 5, 2014 at 12:59 PM.
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  #2324  
Old Posted Nov 5, 2014, 2:35 PM
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Originally Posted by pesquisadorbrazil View Post
Mas tem um porém essa lógica. Quando fora projetada o metrô para região não tinhamos as tecnologias de hoje. Se fosse fazer comparação, porque será que em NY que a cidade fora feita em cima de um lixão se consegue fazer metrô e em Brasília não. Eu acho que falta vontade política e já vimos construção de metrô até em terrenos piores. Mas fazer o que, mais uma promessa de Rollemberg que não irá cumprir, bem trem e nem metrô para região norte. Em comparação o governo federal irá fazer o trem Minaçu a Pirapora passando por.... Sobradinho e Planaltina. Para o governo federal tem tecnologia e viabilidade e para o metrô não. E olha que o trecho do trem é bem mais acidentado.

Me esqueci, que existe uma grande diferença da engenharia brasileiras para as demais engenharias do mundo. Aonde num país para reparar uma rodovia se leva 6 meses no Japão ou até na Argentina se leva 6 dias. Fazer o que. Igual acontecia com o aeroporto de Brasília.

Para Engenheiros e Arquitetos, a tecnologia de terminais em satélite era vanguarda e que deveria ser replicado em todo aeroporto de Brasília. E como a tecnologia derruba mitos. Hoje se deparamos com píers mais funcionais do que os satélites. Sem contar, que um satélite não tem capacidade de receber um A380 nem aqui e nem em outro aeroporto.

Tanto que pelo mundo, os concessionários estão demolindo os satélites e construindo píers. Mas para os engenheiros da época, o satélite era a tecnologia existente. Hoje é ultrapassada.
Sem querer estender a polêmica, há alguns comentários que necessitam ser esclarecidos:

1. A engenharia brasileira está na vanguarda em vários aspectos técnicos de conhecimento. Consertar uma estrada com atraso no Brasil não constitui problema técnico, e sim político ...
2. Tecnicamente nenhum metrô no mundo tem viabilidade econômica. Sua implantação é avaliada considerando-se a solução em comparação a outras alternativas e ao contexto urbano. Ainda hoje há urbanistas (não só no Brasil, mas mundo afora) que continuam questionando o metrô de BSB sob essa perspectiva. Mas o metrô está aí para ficar ... Isso não significa que é a melhor solução para todo o DF.
3. Uma ferrovia é bem diferente de um metrô. Na ferrovia a perda de energia resultante de seguidas paradas e reacelerações é muito menor que em um metrô. O próprio estudo de viabilidade técnico/econômico envolve diferentes aspectos, pois não se trata de análise exclusivamente urbana. Ou seja, é perfeitamente normal que um seja viável e o outro não ... Mas o custo será alto de qualquer forma ...
4. A tecnologia metroviária ainda não evoluiu o suficiente para viabilizar um trecho até Sobradinho. Veja bem: tecnicamente até seria possível (com VULTOSAS e FARAÔNICAS soluções) ... Mas o custo econômico disso é injustificável para a administração pública à luz de outras soluções.
5. NY é absurdamente diferente de Brasília: núcleo urbano altamente adensado sem espaço para outras soluções, topografia plana e metrô em grande profundidade sobre leito estável, abaixo portanto de camadas de sedimento mais instável. Claro exemplo em que a solução se mostra viável quando comparada a outras alternativas.
6. Por fim, o setor aeroportuário é um exemplo no qual houve grandes avanços de concepção. Ainda assim, há várias interpretações... Há quem concorde e quem não concorde ... Não é, necessariamente, o mesmo caso do setor metroviário.

Ou seja ... Argumentos sempre existirão ... Mas a engenharia costuma ser uma ciência exata, que os políticos tentam distorcer ...
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  #2325  
Old Posted Nov 5, 2014, 2:59 PM
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Originally Posted by Paulotrr View Post
Sem querer estender a polêmica, há alguns comentários que necessitam ser esclarecidos:

1. A engenharia brasileira está na vanguarda em vários aspectos técnicos de conhecimento. Consertar uma estrada com atraso no Brasil não constitui problema técnico, e sim político ...
2. Tecnicamente nenhum metrô no mundo tem viabilidade econômica. Sua implantação é avaliada considerando-se a solução em comparação a outras alternativas e ao contexto urbano. Ainda hoje há urbanistas (não só no Brasil, mas mundo afora) que continuam questionando o metrô de BSB sob essa perspectiva. Mas o metrô está aí para ficar ... Isso não significa que é a melhor solução para todo o DF.
3. Uma ferrovia é bem diferente de um metrô. Na ferrovia a perda de energia resultante de seguidas paradas e reacelerações é muito menor que em um metrô. O próprio estudo de viabilidade técnico/econômico envolve diferentes aspectos, pois não se trata de análise exclusivamente urbana. Ou seja, é perfeitamente normal que um seja viável e o outro não ... Mas o custo será alto de qualquer forma ...
4. A tecnologia metroviária ainda não evoluiu o suficiente para viabilizar um trecho até Sobradinho. Veja bem: tecnicamente até seria possível (com VULTOSAS e FARAÔNICAS soluções) ... Mas o custo econômico disso é injustificável para a administração pública à luz de outras soluções.
5. NY é absurdamente diferente de Brasília: núcleo urbano altamente adensado sem espaço para outras soluções, topografia plana e metrô em grande profundidade sobre leito estável, abaixo portanto de camadas de sedimento mais instável. Claro exemplo em que a solução se mostra viável quando comparada a outras alternativas.
6. Por fim, o setor aeroportuário é um exemplo no qual houve grandes avanços de concepção. Ainda assim, há várias interpretações... Há quem concorde e quem não concorde ... Não é, necessariamente, o mesmo caso do setor metroviário.

Ou seja ... Argumentos sempre existirão ... Mas a engenharia costuma ser uma ciência exata, que os políticos tentam distorcer ...
É muito bom ler um texto bem balizado aqui SSP ao contrarios de alguns que postas "certezas" baseadas em seu achismo.

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  #2326  
Old Posted Nov 5, 2014, 3:29 PM
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Difícil estacionar? Faltam 30 mil vagas



Apenas na Esplanada dos Ministérios, faltam 7,5 mil vagas




O déficit de vagas para veículos na área central de Brasília é de 30 mil vagas. É o que garante o secretário-executivo do Conselho Gestor de Parcerias Público privadas do GDF, Márcio Galvão.

A construção de uma garagem subterrânea, com quatro andares e 10 mil vagas para carros no gramado central da Esplanada dos Ministérios poderia amenizar o problema. Porém, o projeto não deve sair tão cedo do papel e não há outro em estudo. ...

Segundo Galvão, a ideia se mostrou antieconômica pelo custo de operação e manutenção. "Além do pagamento, que seria feito pelos usuários, seria necessário um investimento do governo local, o que é inviável", disse Galvão, sem citar os valores.

Agora, o projeto será encaminhado para o governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB) durante a transição. "Não conhecemos o aspecto físico nem o financeiro. Não temos posição inicial, mas entendemos que não deve haver verba pública e nem ameaça ao patrimônio", destacou o coordenador-geral de transição de Rollemberg., Hélio Doyle.

De acordo com o especialista em trânsito da Universidade de Brasília (UnB), David Duarte, o projeto subterrâneo é a pior solução para o problema, e não dará resultados."O ideal seria a construção de estacionamentos mais distantes, que ofereçam transporte circular para a Esplanada dos Ministérios", defendeu.










http://www.destakjornal.com.br/noticias/brasilia/dificil-estacionar-faltam-30-mil-vagas-253459/
__________________
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  #2327  
Old Posted Nov 5, 2014, 5:36 PM
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A construção de mais estacionamentos acaba por reforçar o alto estímulo ao transporte individual, resultando em mais demanda futura por vagas. Uma solução alternativa é reduzir a quantidade de carros na região central. Falta transporte público de qualidade que atenda um público que é capaz de substituí-lo por carros. Por exemplo, poderia-se utilizar o estudo feito pelo CODEPLAN sobre onde moram e trabalham os servidores distritais e federais no DF como base para projetos de transporte público. Não apenas para corredores (Metrô, VLT, BRT), mas também pensando em linhas de ônibus executivas, oferta no período de pico, criação de linhas e de pontos de ônibus. Além de estímulos ao transporte por bicicletas, adaptando os prédios públicos com paraciclos e vestiários, construindo ciclovias e estações de empréstimo de bicicletas para adaptar-se à demanda.
Outra coisa. A esplanada dos ministérios todo dia assiste ao périplo de milhares de pessoas que preferem atravessar a pé a distância até a rodoviária, pela falta de linhas ou por os ônibus ficarem presos no trânsito enquanto atravessam lotados a volta da esplanada. Acaba sendo mais rápido e confortável ir a pé (ou agora também com as bicicletas do itaú, mas essas atendem a uma demanda pequena e nem sempre conseguem vagas para parar nas estações na rodoviária). Ora, atravessar uma distância de até 2km a pé, passar pela muvuca da rodoviária para enfim pegar um ônibus lotado? Não é a toa qu tantos migram para o carro.
Agora, imagine se a conexão esplanada-rodoviária fosse rápida, livre de trânsito e não custasse extra com um bilhete único?
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  #2328  
Old Posted Nov 5, 2014, 7:10 PM
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Eu não entendo essa obsessão que vcs tem com essa conversa de bicicletas.... sinceramente....

O uso de bicicleta para deslocamentos atende a pequenas distancias, elas NÃO SÃO sistemas de transporte de massa! Caraca!

A quantidade de pessoas em Brasília que poderia deixar os carros para usar bicicletas é irrisória, em países onde a população usa muito a bicicleta (como a Holanda que é sempre citada) o deslocamento de bicicleta em geral não é maior que 3 km, gente com 3 km eu não saio nem de Águas Claras!!! Imagina trabalhadores se deslocando lá de Taguatinga, Gama, Sobradinho etc.... para o Plano Piloto de bicicleta? Serio? São distancias de mais de 20 km!!

Sistema de ciclovias deve ser usado em apoio ao sistema de transporte de massa, com a pessoa se deslocando ate o metrô mais proximo ou deste para o trabalho e para isso é preciso haver o metrô ou outro meio de transporte que desloque grand e quantidade de pessoas a grande distancias.
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  #2329  
Old Posted Nov 5, 2014, 8:10 PM
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É muito bom ler um texto bem balizado aqui SSP ao contrarios de alguns que postas "certezas" baseadas em seu achismo.

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  #2330  
Old Posted Nov 5, 2014, 8:54 PM
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Pra min o povo quer estacionamento grátis. Brasília não tem mais lugar para isso. Portanto tem que se contentar com os meios de transporte de massa. Se não estão satisfeitos, o governo tem que apertar e não aliviar.
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  #2331  
Old Posted Nov 5, 2014, 9:07 PM
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Originally Posted by Agarwaen View Post
A construção de mais estacionamentos acaba por reforçar o alto estímulo ao transporte individual, resultando em mais demanda futura por vagas. Uma solução alternativa é reduzir a quantidade de carros na região central. Falta transporte público de qualidade que atenda um público que é capaz de substituí-lo por carros. ...
Em 10 de setembro eu havia postado alguma coisa sobre essa questão de estacionamentos em Brasília. Reproduzo aqui:

"... Na verdade, considerando a realidade atual de Brasília e o que está sendo feito mundo afora, a solução correta seria investir NOS DOIS: estacionamento e transporte público. O conceito é simples:

Estacionamento: na forma de PPP (inclusive o subterrâneo na esplanada) desde que tenha uso misto, ou seja, também ofereça serviços que ajudem a diversificar o uso do local, de forma a "reciclar" o espaço urbano. Em BSB se faz necessário porque, no curto prazo, o transporte público não mudará costumes que se propagam por gerações ... Isso leva tempo e credibilidade.
Transporte público: essencial principalmente se explorar modais que permitam chegar a locais difíceis para ônibus e carros. Exemplo: metro ou monotrilho. Nesse caso, a implantação no longo prazo também requer soluções de curto prazo que tenham credibilidade ... E aí entra o BRT.

Enfim... É apenas uma opinião técnica ..."


No longo prazo o ideal é, de fato, reduzir o número de veículos na área central. Mas, para isso, há que existir transporte público com credibilidade suficiente para quebrar décadas de cultura que segue na direção oposta. Aqui torna-se impossível dissociar a questão do transporte dos conceitos mais modernos de reciclagem do espaço urbano, porém sem ferir o tombamento. Nesse contexto o estacionamento subterrâneo seria excepcional: construído na forma de uma "operação urbana consorciada" via PPP, na qual houvesse, além de vagas, uma espécie de grande shopping e espaço cultural e de serviços, capaz de dar vida à esplanada durante a noite e nos finais de semana. Tudo isso interligado a algum modal de transporte público adequado (VLT subterrâneo ?? Monotrilho entre os Ministérios e os Anexos ??). O sonho distante seria a redução de carros nos moldes de Londres: os motoristas pagam simplesmente por circular de carro na área central (e não apenas estacionar) ... mas creio que isso ainda é um sonho distante ... ou seja, há que se buscar soluções de curto e longo prazos que sejam integradas e também contribuam para o reaproveitamento do espaço urbano ...
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  #2332  
Old Posted Nov 5, 2014, 9:48 PM
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Originally Posted by Paulotrr View Post
Em 10 de setembro eu havia postado alguma coisa sobre essa questão de estacionamentos em Brasília. Reproduzo aqui:

"... Na verdade, considerando a realidade atual de Brasília e o que está sendo feito mundo afora, a solução correta seria investir NOS DOIS: estacionamento e transporte público. O conceito é simples:

Estacionamento: na forma de PPP (inclusive o subterrâneo na esplanada) desde que tenha uso misto, ou seja, também ofereça serviços que ajudem a diversificar o uso do local, de forma a "reciclar" o espaço urbano. Em BSB se faz necessário porque, no curto prazo, o transporte público não mudará costumes que se propagam por gerações ... Isso leva tempo e credibilidade.
Transporte público: essencial principalmente se explorar modais que permitam chegar a locais difíceis para ônibus e carros. Exemplo: metro ou monotrilho. Nesse caso, a implantação no longo prazo também requer soluções de curto prazo que tenham credibilidade ... E aí entra o BRT.

Enfim... É apenas uma opinião técnica ..."


No longo prazo o ideal é, de fato, reduzir o número de veículos na área central. Mas, para isso, há que existir transporte público com credibilidade suficiente para quebrar décadas de cultura que segue na direção oposta. Aqui torna-se impossível dissociar a questão do transporte dos conceitos mais modernos de reciclagem do espaço urbano, porém sem ferir o tombamento. Nesse contexto o estacionamento subterrâneo seria excepcional: construído na forma de uma "operação urbana consorciada" via PPP, na qual houvesse, além de vagas, uma espécie de grande shopping e espaço cultural e de serviços, capaz de dar vida à esplanada durante a noite e nos finais de semana. Tudo isso interligado a algum modal de transporte público adequado (VLT subterrâneo ?? Monotrilho entre os Ministérios e os Anexos ??). O sonho distante seria a redução de carros nos moldes de Londres: os motoristas pagam simplesmente por circular de carro na área central (e não apenas estacionar) ... mas creio que isso ainda é um sonho distante ... ou seja, há que se buscar soluções de curto e longo prazos que sejam integradas e também contribuam para o reaproveitamento do espaço urbano ...
Até aonde eu estou sabendo, o CONPLAN vetou o VLT na esplanda, quer seja no canteiro centro ou mesmo no lugar aonde os ônibus circulam atualmente. O projeto que está valendo é aquele que as linhas de VLT irão circular no mesmo sentido dos ônibus, mas no sentindo Rodoferroviaria até o SHS, e de lá, seguirá pela S2 passando pelos anexos dos Ministérios e depois já no Setor de Clubes seguiria até a Vila Planalto e aí faria o caminho inverso pela N2 até a Rodoferroviária.
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  #2333  
Old Posted Nov 6, 2014, 2:46 AM
yuri radd yuri radd is offline
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Vou trazer pra cá um comentário que vi lá no SSC.

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Originally Posted by Suburbanist View Post
Vou inciar uma série de posts com objetivo de demolir, com dados e argumentos, vários mitos que permeiam o SSC BR no tocante ao transporte, urbanismo e organização econômico-urbana da Europa.

Que não se enganem: os mais sujeitos a acreditarem nesses "mitos" são justamente aqueles que viajaram para lá como turistas (se hospedando em albergues e viajando de trem), ou que moraram lá na condição de intercambistas, ou seja, na camada de mais baixa renda da população.

Todavia, o uso de trens e ônibus para deslocamentos domésticos na Europa é pequeno e, em muitos países, desprezível. Para que fique claro, a tabela comapra a distribuição entre os modais do transporte terrestre motorizado não-internacional, de qualquer distância, urbano ou extra-urbano. Não inclui, assim, uso de bicicletas, transporte a pé etc.

Na tabela seguinte, observamos a distribuição dos modos de transporte de superfície domésticos na UE, em 1997 e em 2007 (dados consolidados mais recentes), em função dos kmXpax trafegados em veículos de passageiros terrestres (ou seja, o modal aéreo não entre nessa cálculo).



Derruba-se, facilmente, com essa tabelas duas falácias de uma só vez: a de que "europeu prefere trem ao carro" e a de que "aos poucos, europeu passa a usar mais transporte público". Ledo engano, como se depreende da tabela abaixo:



Essas tabelas falam muito por si só, e demonstram que:

- o uso de carro não se modificou significativamente na última década na Europa, a despeito dos bilhões investidos no modal ferroviário de passageiros com consequente prejuízo ao frete ferroviário.

- nos países mais pobres da UE, a participação do modal privado só aumentou, felizmente, demonstrando o enriquecimento da população desses países.

- o uso de carro é disseminado, generalizado e essencial nos deslocamentos europeus, e a Europa vista do mochilão ou intercâmbio, em que todo mundo anda em metrôs fedidos e trams suspeitos, é uma Europa principalmente de imigrantes, pobres e pessoas no fundo da escala econômica europeia, longe da realidade mais ampla desses países.

Fonte e metadados: http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_SDDS/EN/tran_hv_psmod_esms.htm
Queria acrescentar que em San Marino, um dos menores países do mundo, quase todos os estacionamentos são gratuitos.
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  #2334  
Old Posted Nov 6, 2014, 10:49 AM
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Originally Posted by yuri radd View Post
Vou trazer pra cá um comentário que vi lá no SSC.

...

Queria acrescentar que em San Marino, um dos menores países do mundo, quase todos os estacionamentos são gratuitos.
A estatística é válida ... o único problema é que ela não separa o transporte interurbano do transporte urbano propriamente dito ... ou seja, o volume de deslocamentos entre as cidades e o volume de deslocamentos dentro das cidades. Os números estão agregados.

No leste europeu e nos países mais pobres o fenômeno é semelhante ao Brasil: o enriquecimento da população leva naturalmente à opção pela compra do veículo próprio ... ainda assim, como se dá o transporte DENTRO dos centros urbanos mais adensados ?

Se pudéssemos separar a estatística, teríamos uma visão mais clara ... O foco das discussões tem sido o modelo de deslocamento interno das cidades ... e nesse aspecto nas cidades europeias de maior porte a opção pelo transporte público é muito forte.
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  #2335  
Old Posted Nov 6, 2014, 11:12 AM
salengasss salengasss is offline
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O Governo do DF ainda não compreendeu a resposta da sociedade ao não querer utilizar o transporte de massa.

Exemplo clássico: conheço uma mulher que, na última semana, começou a ser 'perseguida' por um sujeito mal encarado dentro dos trens do Metrô. Ela mudou de vagão, o sujeito foi atrás. Parou em uma estação para pedir ajuda, não conseguiu achar os 'guardete'. Até que ela conseguiu o telefone do metrô para pedir auxílio (isso já tinha passado um bocado de estações). Um absurdo! Resultado... ela não vai mais trabalhar de Metrô, mas vai tirar seu carro da garagem.

Ônibus sujos, sem conforto, sem segurança, com profissionais incapacitados. E o Metrô tem ficado muito descoberto com a falta de segurança. Uma pena!!!!!

O sonho de todo brasiliense é de comprar um carro! E, pelo visto, será por muitos anos!
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  #2336  
Old Posted Nov 6, 2014, 12:42 PM
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O problema do metrô e tambem do DF, que tem na lei orgânica a criação da Guarda Metropolitana, não entendo até hoje o porque que não implementaram essa guarda. Ela ficaria exclusiva para atuar nas estações bem como adjacências das estações.
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  #2337  
Old Posted Nov 6, 2014, 1:48 PM
sxsp sxsp is offline
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Para mim faltam vagas nos bairros periféricos, como Taguatinga, Águas Claras, Ceilândia, Plano Piloto tem muitas e por ser a região central de Brasília, o transporte coletivo atende mais facilmente.
Aqui precisamos do pedágio urbano e que ele possa contribuir para o melhoramento do transporte coletivo e revitalização das partes centrais do PP e dos demais bairros, colocando as pessoas, pedestres e ciclistas como prioridades e os automóveis como algo secundário. Na verdade promover uma maior humanização dos espaços urbanos que se perdeu com os automóveis, eles ocupando todos os espaços e tudo sendo feito pensando neles ou quem possui.
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  #2338  
Old Posted Nov 6, 2014, 8:32 PM
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O problema se chama Lucio Costa, projetar uma cidade para o automóvel.
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  #2339  
Old Posted Nov 8, 2014, 3:09 AM
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Brazlândia-Padre Lúcio

Pavimentação vai custar R$ 5,4 milhões

A via que liga o Núcleo Rural Padre Lúcio (GO), na Região Metropolitana de Brasília do Distrito Federal, a Brazlândia será asfaltada. As obras serão feitas no quilometro 4,5 da Vicinal-533, na altura da Ponte do Descoberto, até a BR-080, que liga Brasília a Mato Grosso. O trabalho está orçado em R$ 5,4 milhões. A iniciativa é fruto de uma parceira entre a Administração de Brazlândia e o Departamento de Estrada de Rodagem (DER-DF).

A mudança tem como objetivo facilitar a rotina da população que precisa trafegar pela via diariamente. Outra melhoria prevista está no tráfego dos ônibus escolares.

O trecho também ganhará uma ciclovia, já que muitos moradores usam a bicicleta como meio de transporte. Além disso, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) contratou um estudo de viabilidade técnico-econômico e diagnóstico para viabilizar a duplicação da BR-080.

Para Alex Santos, comerciante e morador de Padre Lúcio (GO), o asfalto pode contribuir para o aumento do número de clientes. "Nossa cidade está melhorando e ficando boa. É um progresso, valoriza nossas casas e o nosso setor. Para o comércio ajuda muito, porque antes meus clientes não paravam em frente à loja". Comemorou.

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  #2340  
Old Posted Nov 8, 2014, 3:10 AM
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Essa novela da Duplicação da BR 080 nunca acaba.
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