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Originally Posted by pesquisadorbrazil
Mas tem um porém essa lógica. Quando fora projetada o metrô para região não tinhamos as tecnologias de hoje. Se fosse fazer comparação, porque será que em NY que a cidade fora feita em cima de um lixão se consegue fazer metrô e em Brasília não. Eu acho que falta vontade política e já vimos construção de metrô até em terrenos piores. Mas fazer o que, mais uma promessa de Rollemberg que não irá cumprir, bem trem e nem metrô para região norte. Em comparação o governo federal irá fazer o trem Minaçu a Pirapora passando por.... Sobradinho e Planaltina. Para o governo federal tem tecnologia e viabilidade e para o metrô não. E olha que o trecho do trem é bem mais acidentado.
Me esqueci, que existe uma grande diferença da engenharia brasileiras para as demais engenharias do mundo. Aonde num país para reparar uma rodovia se leva 6 meses no Japão ou até na Argentina se leva 6 dias. Fazer o que. Igual acontecia com o aeroporto de Brasília.
Para Engenheiros e Arquitetos, a tecnologia de terminais em satélite era vanguarda e que deveria ser replicado em todo aeroporto de Brasília. E como a tecnologia derruba mitos. Hoje se deparamos com píers mais funcionais do que os satélites. Sem contar, que um satélite não tem capacidade de receber um A380 nem aqui e nem em outro aeroporto.
Tanto que pelo mundo, os concessionários estão demolindo os satélites e construindo píers. Mas para os engenheiros da época, o satélite era a tecnologia existente. Hoje é ultrapassada.
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Sem querer estender a polêmica, há alguns comentários que necessitam ser esclarecidos:
1. A engenharia brasileira está na vanguarda em vários aspectos técnicos de conhecimento. Consertar uma estrada com atraso no Brasil não constitui problema técnico, e sim político ...
2. Tecnicamente nenhum metrô no mundo tem viabilidade econômica. Sua implantação é avaliada considerando-se a solução em comparação a outras alternativas e ao contexto urbano. Ainda hoje há urbanistas (não só no Brasil, mas mundo afora) que continuam questionando o metrô de BSB sob essa perspectiva. Mas o metrô está aí para ficar ... Isso não significa que é a melhor solução para todo o DF.
3. Uma ferrovia é bem diferente de um metrô. Na ferrovia a perda de energia resultante de seguidas paradas e reacelerações é muito menor que em um metrô. O próprio estudo de viabilidade técnico/econômico envolve diferentes aspectos, pois não se trata de análise exclusivamente urbana. Ou seja, é perfeitamente normal que um seja viável e o outro não ... Mas o custo será alto de qualquer forma ...
4. A tecnologia metroviária ainda não evoluiu o suficiente para viabilizar um trecho até Sobradinho. Veja bem: tecnicamente até seria possível (com VULTOSAS e FARAÔNICAS soluções) ... Mas o custo econômico disso é injustificável para a administração pública à luz de outras soluções.
5. NY é absurdamente diferente de Brasília: núcleo urbano altamente adensado sem espaço para outras soluções, topografia plana e metrô em grande profundidade sobre leito estável, abaixo portanto de camadas de sedimento mais instável. Claro exemplo em que a solução se mostra viável quando comparada a outras alternativas.
6. Por fim, o setor aeroportuário é um exemplo no qual houve grandes avanços de concepção. Ainda assim, há várias interpretações... Há quem concorde e quem não concorde ... Não é, necessariamente, o mesmo caso do setor metroviário.
Ou seja ... Argumentos sempre existirão ... Mas a engenharia costuma ser uma ciência exata, que os políticos tentam distorcer ...