Faixa exclusiva da EPTG está ociosa há 3 anos
Brasilienses que vivem na região mais populosa do DF e trabalham ou estudam no Plano Piloto se estressam diariamente no tradicional engarrafamento da EPTG, que passou por uma obra de ampliação de R$ 244,7 milhões, concluída em outubro de 2010, mas ainda não consegue fazer fluir a demanda de 140 mil veículos por dia.
Enquanto vencem vagarosamente os 12,7 km da via, motoristas e a grande maioria dos usuários do transporte público veem, completamente subutilizada, a faixa exclusiva da esquerda. Concebida para facilitar a vida de milhares, a faixa está restrita a alguns poucos ônibus expressos, vans escolares e táxis.
Seria o Expresso Oeste
A obra, construída durante o governo de José Roberto Arruda, previa a instalação de um sistema de ônibus articulados semi-expressos na via, agilizando o trajeto de passageiros de Samambaia, Ceilândia e Taguatinga para Brasília, mas a atual gestão não levou o projeto à frente.
Ao invés disso, investiu R$ 648 milhões em um sistema parecido ligando a região de Santa Maria e Gama ao Plano Piloto, o Expresso DF Sul, que está em fase de testes.
“A EPTG, por enquanto, não poderá abrigar um sistema igual”, admite o secretário de Transportes do DF, José Walter Vazquez. “O trânsito dos veículos fluiria apenas até o início do centro de Taguantinga, que ainda não está preparado para recebê-los. Seria caótico”, completa ele, lembrando que o GDF projeta uma saída para o corredor Oeste com um túnel ligando o final da EPTG à avenida Elmo Serejo, passando por baixo do centro de Taguatinga. Uma obra de pelo menos R$ 250 milhões, sem data para ser iniciada.
Inversão
Os ônibus convencionais não podem utilizar a faixa exclusiva porque não têm como embarcar e desembarcar os passageiros, já que as paradas ficam do lado esquerdo dos veículos, que têm portas apenas do lado direito. O governo sofreu críticas por não ter previsto, na licitação da nova frota, veículos com portas no lado esquerdo para circularem pela EPTG, mas o setor de transportes finaliza uma opção para passar a utilizar a faixa exclusiva.
Promessa
A ideia é que os coletivos circulem normalmente pelas faixas exclusivas e mudem para o lado oposto da via, por acessos que ainda serão construídos, quando chegarem às paradas -- que estão prontas e são ligadas às margens da EPTG por passarelas para pedestres.
O secretário de transportes afirma que estão sendo feitos os ajustes finais e que as faixas exclusivas devem deixar de ser ociosas em até dois meses. Vasquez, porém, evita cravar uma data exata.
Fonte: Jornal Metro Brasília
http://issuu.com/metro_brazil/docs/20140512_br_brasilia?e=0