Outro aspecto é durante a abordagem e a elaboração de perguntas prévias que, possui potencial de interferência na escolha do candidato. Esse erro foi cometido em 2001, quando da realização de uma pesquisa, no caso em que o pesquisador, inicialmente queria saber sobre o envolvimento ou não de um Governador do PT no “jogo do bicho”. Somente depois, dessa pergunta prévia (inicial) vinha à pergunta a respeito da intenção de voto do eleitor entrevistado.
Outro erro ou falha que se comete, diz respeito à variável preponderante sobre a existência de atritos e conflitos entre candidatos e institutos de pesquisas eleitorais, estes manipulam resultados justos e legítimos para afetar a campanha eleitoral daqueles, assim, tendem a parcialidade da pesquisa, por questão pessoal e política. Fatos dessa natureza têm ocorrido com frequência nas pequenas e médias cidades brasileiras. Estas circunstâncias são, na sua maioria, queixas e reclamações esporádicas e residuais, embora de forma declinante, ainda são percebidas e vistas de políticos mal colocados nas prévias e nas pesquisas eleitorais, os quais tentam, a todo custo, desqualificá-las, mas não o fazem como deveria ser feita, não procuram auditá-las como faculta a legislação vigente (Leis Eleitorais e Resoluções do TSE), quando há indícios reais de manipulação.
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O histórico das pesquisas eleitorais do período de 1982 a 2012 têm ocorridos erros, falhas e fraudes flagrantes em alguns resultados apurados nas pesquisas em relação aos resultados das urnas nas eleições publicadas pela Justiça Eleitoral.
Em 1982 a disputa para Governo do Rio de Janeiro, entre Moreira Franco e Leonel Brizola. As pesquisas direcionavam a Leonel Brizola apenas 2% de intenções de voto e Moreira Franco seria vitorioso no primeiro turno. Porém, Leonel Brizola, com a apuração das urnas obteve 34,2% de votos e Moreira Franco, 30,6%. Leonel Brizola sagrou-se vencedor no primeiro turno.
Em 1985 a disputa para Prefeitura de São Paulo, entre Fernando Henrique Cardoso e Jânio Quadros. As pesquisas direcionavam a Fernando Henrique Cardoso, vitória com expressiva vantagem. Porém, Jânio Quadros, com a apuração das urnas obteve 37,53% de votos válidos e Fernando Henrique Cardoso, 34,16%. Jânio Quadros sagrou-se vitorioso nas eleições.
Em 1985 a pesquisa de boca-de-urna do IBOPE dava como eleito para a Prefeitura de Fortaleza-CE o Deputado Federal Paes de Andrade (PMDB), mas quem venceu as eleições foi Maria Luiza Fontenelle (PT).
Em 1990 durante o período de campanha e na boca-de-urna, o IBOPE dava como vitorioso nas eleições para Governador da Bahia, no primeiro turno, com cerca de 60% dos votos válidos, Antônio Carlos Magalhães (PFL). De fato, Antônio Carlos Magalhães venceu as eleições, mas com menos de 51% dos votos válidos. Em 1990, a mesma situação aconteceu nas eleições para Governador de Pernambuco com Joaquim Francisco (PFL).
Em 1990, na Paraíba, o IBOPE dava como vitorioso, no primeiro turno, nas eleições para Governador, o candidato Wilson Braga, da coligação PDT/PFL. Wilson Braga não venceu as eleições, no primeiro turno. No segundo turno, Wilson Braga perdeu a disputa para Ronaldo Cunha Lima (PMDB).
Em 1990, o IBOPE iniciou uma trajetória de erros (involuntários) ou “erros” (propositais - tendenciosos) em eleições no Estado da Paraíba. Durante toda a campanha, o IBOPE dava amplamente a Marcondes Gadelha (PFL) como vitorioso sobre Antônio Mariz (PMDB) na disputa ao Senado pelo Estado da Paraíba. A boca-de-urna deu a Antônio Mariz 3% à frente do concorrente Marcondes Gadelha, mas Antônio Mariz venceu a disputa com 18% a mais que Marcondes Gadelha.
Fonte:
http://www.cpgls.ucg.br/8mostra/Artigos/...DO%20ELEITOR%20-%20M%C3%81RIO%20NETO.pdf