Por 2 votos a 1, desembargadores mantêm condenação de clã Roriz
Foto: ARQUIVO PESSOAL
O ex-governador, três filhas e um neto foram condenados pelo TJDFT por improbidade administrativa. A defesa recorreu, mas dois desembargadores da 5ª Turma Cível votaram pela manutenção da sentença. Agora, é preciso convocar uma nova sessão com a presença de cinco desembargadores
Por dois a um, os desembargadores da 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) votaram, na tarde desta quarta-feira (17/8), pela manutenção de uma condenação por improbidade administrativa contra o clã Roriz. Apesar do placar, para que a sentença seja de fato mantida, é preciso uma nova sessão, com a participação de cinco magistrados. O novo julgamento ainda não foi marcado.
São réus no processo o ex-governador do DF Joaquim Roriz, as filhas dele Jaqueline, Weslliane e Liliane, deputada distrital, que entregou o cargo de vice-presidente da Câmara Legislativa nesta quarta, e o neto neto Rodrigo Domingos Roriz. Eles foram condenados em primeira instância por terem facilitado um empréstimo no valor de R$ 6,7 milhões do Banco de Brasília (BRB) à construtora WRJ Engenharia, em troca de 12 apartamentos no Edifício Monet, em Águas Claras.
Em julho, os três desembargadores da 5ª Turma se reuniram para analisar os recursos da defesa da família Roriz. O relator do caso, Josaphá Santos, acolheu o pedido dos advogados, mas um pedido de vista suspendeu a sessão. Depois de ser adiado, o julgamento foi retomado por volta das 14h desta quarta.
O desembargador Hector Valverde, que havia pedido vistas do processo na última sessão, pediu para ser o primeiro a ler o voto e justificou o voto contrário ao relator. “Há provas suficientes de um acertamento de conduta ilícita em atos de corrupção. De acordo com a respeitável sentença, o ex-governador exerceu sua influência junto ao BRB em favor da WRJ . Em troca, as filhas receberam 12 apartamentos em Águas Claras”, afirmou. O terceiro integrante da turma, desembargador Álvaro Ciarlini, também votou pela condenação em segunda instância.
A condenação, no entanto, só é mantida se a decisão da Turma for unânime. Ou seja, os três desembargadores precisam confirmar a condenação de primeira instância. Se isso não ocorrer, é preciso convocar uma nova sessão com a presença de cinco desembargadores.
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